
Quidam: um transeunte sem nome, uma figura solitária numa esquina da rua, uma pessoa a passar apressadamente. Podia ser qualquer um. Alguém a chegar, a partir, a viver na nossa sociedade anônima. Um elemento na multidão, um entre a maioria silenciosa. Aquele dentro de nós que grita, canta e sonha.
Fui em busca do meu Quidam! Aquele que está dentro de mim, que canta, que chora e que grita! Aquele que deve sonhar... e sonha, mas se recusa a acordar. Aquele que derrama choro, suspira fundo, viaja longe, sente tudo e transborda, transborda de alegria. Que se embriaga de emoção e não se contém, grita! QUERO MAIS!
Aqui está ele! O meu Quidam! Mal cabe dentro de mim, já derramou e escorre...
2 comments:
Que lindo! você está aprimorando muito essa arte. e o papel - ou a tela - está virando uma janela por onde te espiamos. Beijos
Um transeunte sem nome? Interessante... Reconheço vantagens no anonimato, nem que seja pelo simples exercício do auto-conhecimento, livre de amarras e fatores exógenos que tanto nos aprisionam. Seres sociais são sempre tão cheios de compromissos, regras e posturas previamente determinadas, ai ai ... Portanto, talvez seja instigante a figura do "elemento na multidão", mesmo que isso detone uma explosão de sentimentos, seja saudade, euforia, angústia, alegria, enfim, há sempre o risco. Topa? Acho que já conheço a resposta.
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